sexta-feira, 4 de março de 2011
poeira e fumaça.
A mesma estrada sem fim segue diante minha vida. Conforme ela corre e percorre minha existência sem nome, ela some, para fora de minha vista.
Tragos lentos no cigarro aceso me elevam para o infinito dos sonhos, vejo o filtro queimar, se dissolvendo em poeira, enquanto a fumaça que escapa através das cinzas desenham caminhos desalinhados no céu... Seus caminhos são guiados à passadas constantes e ininterruptas, estradas estreitas traçadas com cautela e precaução; Mas ninguém caminha por essas ruas, agora desertas.
(Mariana Montilha)
sábado, 12 de fevereiro de 2011
hoje, amanhã, sempre.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
noite estrelada.
Por tanto tempo, caminhei em sua direção, sem qualquer outro caminho em minhas mãos. Minha cegueira, cegou a todos nós, mas os olhos permaneceram abertos por todo o tempo, tentando enxergar qualquer vestígio de vida, qualquer coisa. A escuridão deu espaço ao medo, que tomou conta de mim, que dominou meus atos e me paralisou na tempestade de um deserto de aflições e angústias. Nenhuma voz foi ouvida novamente por mim, e ninguém pôde ouvir meus gritos de desespero, súplicas perdidas ao vento quente, que a areia cobriu com o tempo.
Mariana Montilha.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
Como poderia?
Você poderia fechar seus olhos em meio a um silêncio imaginário e pisar na água salgada do mar? Quantas vezes foi capaz de olhar além do reflexo nítido do espelho e enxergar mais do que simples rostos? Contar cada poro do corpo de outros?
E seus sorrisos. Contou cada um deles? Enquanto olhos chamuscados de neblina fria enchiam-se de sentimentos. Brilhantes.
Quem é que pode conter as respostas cortantes que saem à meio fio? E cada um dos atos que as fazem quebrar. Quem já foi capaz de olhar ao lado e encarar os olhos que te vigiam noite e dia?
Já pôde se sentir caminhar sozinho? Em uma estrada sem fim visível, passo após passo, por entre a escuridão, entrecortada de feixes de luz, vindos de luminárias estendidas pelo ar.
(Mariana Montilha)
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
[...]
Vejo-te naquele ontem ensolarado de sorvetes derretidos, sinto tua falta neste hoje dolorosamente chuvoso, ouço teus suspiros ao telefone no amanhã de tempestades nebulosas. E preciso, apenas isso. Com uma necessidade que não deveria existir, por um momento que nenhum de nós esperou. Encontros desencontrados, que se acharam. Feridas que jamais se fecham. Passos e mais passos que nos arrastam para longe do abismo. Que era certeiro.
(Mariana Montilha)