Você me chama, mas eu não escuto,
Me toca e eu não sinto.
Minhas lágrimas não escorrem mais,
Meu coração não bate,
E minhas veias não voltam a pulsar.
Eu pulei do sétimo andar,
Eu me joguei na frente dos carros,
Eu me afoguei em uma banheira.
Meus pulsos estão cortados,
Mas a falta de pulsação não me deixa.
Eu não morro!
Não me vou.
Minha cabeça está em um forno ligado,
O gás não me incomoda,
O gelo está à minha volta,
Mas eu não congelo.
A corda que prendia meu pescoço arrebentou,
A faca na minha garganta não tem corte.
O que eu sinto?
O coração... dilacerado!
(Mariana Montilha)
sábado, 18 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
A la folie
Há tanto fogo em nossa estante agora,
As cinzas formadas que se espalham pelo chão.
cada rajada de vento que as varrem.
Em uma distância meticulosa,
Há quanto tempo eu me dou.
Agir de for inteligível,
Aguardando a necessidade que nunca vem.
Por que faz isso? Cala querendo falar,
Fala quando cala.
Transbordando sensibilidade,
Em cada mudez falada.
Seu álibi nos julgará,
E eu tenho a força para não permitir.
Não sei qual o problema,
Mas ele existe.
Presente em cada momento.
Rasgando as paredes de papel manchado,
Surtindo efeito em um mundo de crepom,
Plástico, sem vida, machucado.
(Mariana Montilha)
As cinzas formadas que se espalham pelo chão.
cada rajada de vento que as varrem.
Em uma distância meticulosa,
Há quanto tempo eu me dou.
Agir de for inteligível,
Aguardando a necessidade que nunca vem.
Por que faz isso? Cala querendo falar,
Fala quando cala.
Transbordando sensibilidade,
Em cada mudez falada.
Seu álibi nos julgará,
E eu tenho a força para não permitir.
Não sei qual o problema,
Mas ele existe.
Presente em cada momento.
Rasgando as paredes de papel manchado,
Surtindo efeito em um mundo de crepom,
Plástico, sem vida, machucado.
(Mariana Montilha)
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Intolerável.
O que é o amor, afinal?
Um sentimento tão complicado,
Tão desprovido de palavras explicáveis.
E, no entanto, todos procuram nomeá-lo.*
O que é esse sentimento que corrói?
Nas profundezas de um coração machucado;
Onde cada gota de seu próprio sangue se vai,
E o sofrimento é encontrado.
Sem um coração, não se vive!
Momentos que são feitos apenas em si mesmos.
O terror escondido em lençóis manchados,
Medos involuntários,
A falta de algo inominado.
Então, a falta de perspectiva;
O que, em dado momento, nos é tirado.
Em copos de vidros quebrados.
Os momentos modificados,
Em peças que não se encaixam,
Por sentimentos dilacerados.
A serenata já não comove mais,
E quem foi, já se foi.
Sem volta, com manchas.
(Mariana Montilha)
* Se alguém puder nomeá-lo, por favor...
Um sentimento tão complicado,
Tão desprovido de palavras explicáveis.
E, no entanto, todos procuram nomeá-lo.*
O que é esse sentimento que corrói?
Nas profundezas de um coração machucado;
Onde cada gota de seu próprio sangue se vai,
E o sofrimento é encontrado.
Sem um coração, não se vive!
Momentos que são feitos apenas em si mesmos.
O terror escondido em lençóis manchados,
Medos involuntários,
A falta de algo inominado.
Então, a falta de perspectiva;
O que, em dado momento, nos é tirado.
Em copos de vidros quebrados.
Os momentos modificados,
Em peças que não se encaixam,
Por sentimentos dilacerados.
A serenata já não comove mais,
E quem foi, já se foi.
Sem volta, com manchas.
(Mariana Montilha)
* Se alguém puder nomeá-lo, por favor...
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Pelo Coração.
É a criação da vida,
É a razão da morte.
O dia, a noite, o entardecer.
O entrelaçar de tudo,
A constante surdez do ser.
Os instantes entrecortados,
A voz colorida em giz de cera,
Os contornos entelaçados de vida.
O caminho da luz,
Que foge da escuridão,
O sólido instante entre loucura e lucidez,
No breu do olhar, a imensidão.
Loucura, solidão!
O standart da instisfação,
A ansiedade que consome,
Pouco a pouco, em momentos de confusão.
Morra! Morra! Morra!
Eu gritei! Ele não me ouve.
Não me ouve, não me escuta!
Mas eu grito. Ainda grito!
A eternidade virá me buscar,
E eu vou te amar.
(Mariana Montilha)
É a razão da morte.
O dia, a noite, o entardecer.
O entrelaçar de tudo,
A constante surdez do ser.
Os instantes entrecortados,
A voz colorida em giz de cera,
Os contornos entelaçados de vida.
O caminho da luz,
Que foge da escuridão,
O sólido instante entre loucura e lucidez,
No breu do olhar, a imensidão.
Loucura, solidão!
O standart da instisfação,
A ansiedade que consome,
Pouco a pouco, em momentos de confusão.
Morra! Morra! Morra!
Eu gritei! Ele não me ouve.
Não me ouve, não me escuta!
Mas eu grito. Ainda grito!
A eternidade virá me buscar,
E eu vou te amar.
(Mariana Montilha)
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
A última sílaba de tempo.
Qual a idade para se sonhar?
Em cada canto da sala,
Em papéis espalhados pelo quarto.
O momento escolhido!
Frações de segundos antes do amanhecer,
Enquanto os olhares ainda sobrevivem.
Quem amou, quem foi amado?
A terrível razão de tudo isso;
Está tudo escondido por flanelas na janela.
O ar que corta as estrelas...
... Em milhares de minúsculos pedaços desiguais.
Cada sentimento repartido em dois,
E o coração estilhaçado daqueles que sentiram.
Quem vai? Quem fica?
Quem chora; quem tenta sorrir?
Cartões pendurados nas paredes;
Tristeza estampada no olhar.
Pêndulos girando no altar.
O som que sai do seu olhar;
As cores que encantam sua melodia,
Os detalhes de seu andar.
(Mariana Montilha)
Em cada canto da sala,
Em papéis espalhados pelo quarto.
O momento escolhido!
Frações de segundos antes do amanhecer,
Enquanto os olhares ainda sobrevivem.
Quem amou, quem foi amado?
A terrível razão de tudo isso;
Está tudo escondido por flanelas na janela.
O ar que corta as estrelas...
... Em milhares de minúsculos pedaços desiguais.
Cada sentimento repartido em dois,
E o coração estilhaçado daqueles que sentiram.
Quem vai? Quem fica?
Quem chora; quem tenta sorrir?
Cartões pendurados nas paredes;
Tristeza estampada no olhar.
Pêndulos girando no altar.
O som que sai do seu olhar;
As cores que encantam sua melodia,
Os detalhes de seu andar.
(Mariana Montilha)
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Sem vida.
Não é uma história, nem um poema, esse texto simplesmente não faz sentido algum, mas eu o adoro:
O que existia, na realidade, não era um desejo mútuo, não era uma razão... concreta. Nem um sentimento inexplicável. Era um ato incontrolável, um elemento incógnito.
Ela me olhava, assim como se olha para uma bela fotografia paisagista, em que a cada olhadela enxerga-se algo mais, um elemento que, antes, não parecia tão importante, nem sequer era realmente visível, mas que, depois de descoberto, não haveria modo de suportar sua inexistência.
Era simples demais, era complicado demais.
Ninguém disse que seria fácil. Ninguém disse que seria. Ninguém. Mas há coisas das quais não é necessário falar, apenas se sente.
Cada emoção, cada sentimento tem um nome diferente. De onde vinham tantas opções? De onde surgiram tantas tentações?
Mas ela estava ali. Não para mim, nem para si mesma, mas ainda assim, ali. Sua presença aterradora era mais do que eu queria, era mais do que eu podia suportar. Apenas um olhar já me torturava e não havia nada que eu pudesse fazer quanto a isso.
Envolvidos por um mundo que não nos pertencia, agindo de forma contraditória por tudo o que se perdeu. Tudo o que foi perdido até então. Tudo o que perdemos de nós mesmos em uma curva de esquina. Assim como a escuridão parecia não ter um fim digno de memórias.
Ali. No meio do caminho. Perdidos entre o ser e o não ser. Entre a razão e a inconciência. Um passo para o futuro, entre milhões de tentativas inacabadas.
(Mariana Montilha)
O que existia, na realidade, não era um desejo mútuo, não era uma razão... concreta. Nem um sentimento inexplicável. Era um ato incontrolável, um elemento incógnito.
Ela me olhava, assim como se olha para uma bela fotografia paisagista, em que a cada olhadela enxerga-se algo mais, um elemento que, antes, não parecia tão importante, nem sequer era realmente visível, mas que, depois de descoberto, não haveria modo de suportar sua inexistência.
Era simples demais, era complicado demais.
Ninguém disse que seria fácil. Ninguém disse que seria. Ninguém. Mas há coisas das quais não é necessário falar, apenas se sente.
Cada emoção, cada sentimento tem um nome diferente. De onde vinham tantas opções? De onde surgiram tantas tentações?
Mas ela estava ali. Não para mim, nem para si mesma, mas ainda assim, ali. Sua presença aterradora era mais do que eu queria, era mais do que eu podia suportar. Apenas um olhar já me torturava e não havia nada que eu pudesse fazer quanto a isso.
Envolvidos por um mundo que não nos pertencia, agindo de forma contraditória por tudo o que se perdeu. Tudo o que foi perdido até então. Tudo o que perdemos de nós mesmos em uma curva de esquina. Assim como a escuridão parecia não ter um fim digno de memórias.
Ali. No meio do caminho. Perdidos entre o ser e o não ser. Entre a razão e a inconciência. Um passo para o futuro, entre milhões de tentativas inacabadas.
(Mariana Montilha)
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Insustentável.
Há algo estranho, já não sinto mais.
O vazio é enorme, avassalador.
O muro protetor foi abalado,
Intrusos que invadem emoções.
O acaso, os sentimentos, o amor adaptado.
Tudo instável, incalculado.
Momentos intocáveis, santificados.
O coração quebrado, o horror.
Quando você se fecha em seu próprio mundo,
E finge ser o que não é, um ótimo ator!
O otário. Ordinário!
Pedaços perdidos de si mesmo,
A alma inviolável.
O sorriso de mentira.
O coração machucado.
(Mariana Montilha)
O vazio é enorme, avassalador.
O muro protetor foi abalado,
Intrusos que invadem emoções.
O acaso, os sentimentos, o amor adaptado.
Tudo instável, incalculado.
Momentos intocáveis, santificados.
O coração quebrado, o horror.
Quando você se fecha em seu próprio mundo,
E finge ser o que não é, um ótimo ator!
O otário. Ordinário!
Pedaços perdidos de si mesmo,
A alma inviolável.
O sorriso de mentira.
O coração machucado.
(Mariana Montilha)
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