Não sei qual é o problema, não entendo de onde vem tudo isso. Deitada em minha cama às três da manhã, contemplo a escuridão total, enquanto uma música toca baixinho no rádio ao lado da cama. Relembro cada palavra, cada gesto... e o frio na barriga volta. Me reviro novamente, sei que não vou dormir. Paro e presto atenção; Meu coração dói, apertado ali, dentro do peito. Respiro profundamente, tentando em vão, manter essa ansiedade longe de mim. Tentado não molhar o travesseiro com minhas lágrimas novamente. Manter à distância todos esses sentimentos que me fizeram quebrar.
Olho em direção ao telefone silencioso. Por causa da escuridão, eu não o vejo, mas sei que está ali... mudo. O frio na barriga novamente.
Tiro o travesseiro que apoia minha cabeça, viro de lado na cama e coloco ele entre as pernas, enquanto meus braços envolvem a outra ponta. Abaixo minha cabeça e afundo-a no travesseiro... Minhas lágrimas finalmente conseguem ver-se livres de sua prisão.
Pois é, é assim novamente... Mas eu já não sei o que fazer, nem como tampar a dor. Como esconder a tristeza. Mas quem pensei se importar já nem se encontra mais aqui.
(Mariana Montilha)
sábado, 6 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Qualquer Coisa Sem Nome.

Seus olhos denunciaram sua dor mais uma vez. Lágrimas feriram pedaços inquebráveis. Tesouro partido em pedaços. O toque imperceptível daquela mão lhe destruiu, sem sequer notar. Passos em falso lhe fizeram tropeçar e cair em uma escuridão até então desconhecida. A incerteza inacabada, dolorida.
Seu olhar, agora distante, clamava por um segundo de paz.
(Mariana Montilha)
Seu olhar, agora distante, clamava por um segundo de paz.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Fim do desfecho.
Ao surgir de duas metades improváveis, a beleza nasce como uma flor enraizada de um amor puro, inesquecível. As metades unidas por este tempo que não se vai, jamais se separam. Um amor que nasce dessa metade é incapaz de se desfazer na incerteza.
A composição é o ar em que respiras. Seu jurar não se esvai. Sendo sincero e inocente, ele se funde ao ser humano, como nada é capaz de se fundir. Seu suicídio interior.
Com aquilo, passa-se a ser nem um terço do que já foi. A pessoa por quem se apaixonou, já não é mais quem é. Já não se encontra em sincronia...
A neve branca que, tempos atrás, caía do lado de fora da janela, hoje tornou-se cinza. Pedaços e mais pedaços de céu descolorido, que caem sobre cabeças desprevinidas. Tornando o que já foi, uma versão melhor do que é hoje.
(Mariana Montilha)
A composição é o ar em que respiras. Seu jurar não se esvai. Sendo sincero e inocente, ele se funde ao ser humano, como nada é capaz de se fundir. Seu suicídio interior.
Com aquilo, passa-se a ser nem um terço do que já foi. A pessoa por quem se apaixonou, já não é mais quem é. Já não se encontra em sincronia...
A neve branca que, tempos atrás, caía do lado de fora da janela, hoje tornou-se cinza. Pedaços e mais pedaços de céu descolorido, que caem sobre cabeças desprevinidas. Tornando o que já foi, uma versão melhor do que é hoje.
(Mariana Montilha)
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Trechos Desfeitos.
Você não notou, mas a insatisfação surgiu mais uma vez diante de nós, em uma belíssima forma de despedida arranjada. E os pequenos erros repetidamente cometidos fazem de nós a figura desbotada, exposta em um muro prestes a desmoronar.
Eu sei o quanto dói, por favor, acredite em mim, mas continuar seria renegar a nós mesmos.
Você sabe, eu sou feita de um material estragado, o mais puro delírio de insensatez. Estagnado em você.
(Mariana Montilha)
Eu sei o quanto dói, por favor, acredite em mim, mas continuar seria renegar a nós mesmos.
Você sabe, eu sou feita de um material estragado, o mais puro delírio de insensatez. Estagnado em você.
(Mariana Montilha)
domingo, 31 de janeiro de 2010
Um quarto de si mesmo.
Quando você acordar deste sonho aterrador, não se esqueça de sua mentira interior. Seu próprio relato de infelicidade que, muitas vezes, perdeu-se no espaço vazio entre a verdade e a mentira. A falta de sentido carregada em cada palavra dita, cada letra rabiscada em papel passado, sujo e tingido de amarelo pelo tempo; cada uma das lições aprendidas e grifadas em seu cérebro cheio de espaços em branco, pronto para serem preenchidos.
(Mariana Montilha)
(Mariana Montilha)
domingo, 24 de janeiro de 2010
Peças Perdidas.
Eu quero a simplicidade e a delicadeza. O que me faz feliz é a sutil realidade dividida em pedaços. O trecho desnecessário.
A voz do silêncio acima de nós, que nos faz voar para longe de nós mesmos.
Mas você disse, uma vez mais, aquelas palavras vazias que o vento leste empurrou para longe. Sussurradas contra o vidro da janela embaçada, onde gotículas de água da chuva escorriam como lágrimas perdidas, formando desenhos tristes.
E sempre houve tanto querer, sem sequer poder. Você se dopa sem ver, procurando, desesperadamente, não ser.
(Mariana Montilha)
A voz do silêncio acima de nós, que nos faz voar para longe de nós mesmos.
Mas você disse, uma vez mais, aquelas palavras vazias que o vento leste empurrou para longe. Sussurradas contra o vidro da janela embaçada, onde gotículas de água da chuva escorriam como lágrimas perdidas, formando desenhos tristes.
E sempre houve tanto querer, sem sequer poder. Você se dopa sem ver, procurando, desesperadamente, não ser.
(Mariana Montilha)
sábado, 9 de janeiro de 2010
Sem Significado.
Nesta época de incríveis revelações, não existe mais o que esconder... Você não é você... Você é o que não existe. É aí, então, que você se descobre na escuridão, escondido nas profundezas de sua própria mente insana. Como um traidor. Como aquele sem história futura, que atira em si mesmo, no esplendor.
As palavras sussurradas em uma língua irreconhecível, chegam inutilmente aos ouvidos cansados de palavras sem significado. Com as mãos, afasta-as, pedindo que parem o entorpecimento. Implorando. Mas suas mãos tão fracas, encontram-se amarradas novamente, enquanto se debate no breu, pedindo, silenciosamente, por libertação.
Você se encontra no incrível estado de inconsciência, pela primeira vez, sem saber o certo ou errado.
(Mariana Montilha)
As palavras sussurradas em uma língua irreconhecível, chegam inutilmente aos ouvidos cansados de palavras sem significado. Com as mãos, afasta-as, pedindo que parem o entorpecimento. Implorando. Mas suas mãos tão fracas, encontram-se amarradas novamente, enquanto se debate no breu, pedindo, silenciosamente, por libertação.
Você se encontra no incrível estado de inconsciência, pela primeira vez, sem saber o certo ou errado.
(Mariana Montilha)
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